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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A VELHA E A NOVA ESCOLA DO JIU-JITSU BRASILEIRO

Há 90 anos era fundada a primeira escola Gracie. De lá pra cá muitas coisas mudaram, e com a chamada "revolução do jiu-jitsu brasileiro" nas artes marciais, houve uma mudança no foco e no treinamento da luta de chão.
O jiu-jitsu criado por Hélio Gracie foi desenvolvido para o vale-tudo e voltado para a defesa pessoal, que com a explosão das academias pelo mundo e a transformação da arte marcial em esporte, acabou ficando esquecida. A arte suave virou competição e o objetivo principal da modalidade, a finalização, ficou em segundo plano. Conforme relatado por seu filho, Relson, Hélio ficava maluco quando ia a campeonatos produzidos por Carlinhos Gracie e escutava a galera gritando," segura, segura, faltam só 2 minutos". Ele achava aqueles campeonatos uma bagunça, os caras só queriam vencer por vantagens e ficavam amarrando a luta, o que deixava ele chateado e se recusava a aceitar regras que privilegiavam o "amarrão" e os caras que usam a força. No jiu-jitsu de hoje, foi esquecido a defesa pessoal em detrimento do jiu-jitsu de competição. Por esse motivo,
Hélio Gracie, fez questão de abrir mão de sua faixa-vermelha e se "graduou" um faixa-azul, conforme detalhado por seu filho.



A velha guarda condena algumas atitudes da nova escola. Recentemente, um jovem de 16 anos, chamado Houston Cottrell se tornou o mais jovem instrutor da história a comandar uma filial da academia Gracie, o que gerou muita polêmica e revolta por parte de alguns professores de jiu-jitsu que dedicaram mais de 10 anos de suas vidas para terem o direito de ministrarem aulas. O garoto que é faixa-azul foi graduado pelos irmãos Ryron e Rener, filhos de Rorion Gracie. Rener disse não haver problema algum nisso, pois só autorizou que Houston pudesse abrir uma academia após ele ter obtido o certificado, resultado de um treinamento específico para exercer a função. Além disso, existem algumas restrições, o garoto só pode dar aulas de jiu-jitsu básico e não esta autorizado a criar ou modificar nenhuma técnica, tem que ensinar exatamente o que está proposto no currículo. Mesmo assim, Robson Gracie, é totalmente contra e pede rigor aos órgãos que controlam o esporte. Para ele, ser instrutor, tem que no mínimo ser faixa-marrom da federação pela qual é afiliado por estar cuidando da educação do filho dos outros e isso é muito sério.
Outro ponto muito criticado pela velha guarda é o jiu-jitsu virtual. Nesse quesito, Relson e Robson tem a mesma opinião e revelaram que seu pai também era contra quando ainda estava vivo e falou que isso não funcionava. Para eles, pode até ajudar a aprender uma posição, mas você não vai ter uma compreensão, isso só se consegue no contato, disse Relson.
Já para Rener, é questão de tempo até que esse modelo seja totalmente aceito por parte conservadora de sua família. Rener diz que, tudo o que sabemos sobre a vida atualmente, foi contestado antigamente pelos tradicionalistas, até que alguém prove que funcione.
E você o que acha disso tudo?

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